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Há 30 anos, um jovem empreendedor apaixonado por esportes, da cidade de Santo André – SP, iniciou uma revolução no mercado de suplementação esportiva no Brasil. Surgia a pioneira Performance Science Nutrition, que criou novos conceitos, mudou o mercado brasileiro e hoje já é uma multinacional com filial nos Estados Unidos.

Ela é a única empresa brasileira que foi importadora, licenciou produtos importados fabricando no Brasil e depois passou a produzir a própria marca. A empresa já fez todo o ciclo do comércio: importação, exportação e o ciclo local, com toda a expertise desenvolvida ao logo de 30 anos.

Ronaldo Cscizer, fundador e CEO da empresa era praticante de musculação nos anos 1980 e, naquela época, já lia bastante sobre desenvolvimento muscular. “Ainda não havia praticamente suplementação, o que a gente tinha era levedura de cerveja, fígado dissecado, em pó ou em comprimido e mais nada. Todo mundo tomava só clara de ovo, algo que ainda se toma por conta do custo”, lembra.

Ronaldo tinha um amigo que morava no exterior e que, certa vez, lhe trouxe um pote de proteína em comprimido. “Diziam que eram aminoácidos. Eu fui mostrar para meus amigos na academia e o pessoal adorou. Eu não fiquei com nenhum pote, acabei vendendo todos. Aí meu amigo trouxe mais, eu vendi... logo em seguida abri a importadora. Identifiquei que tinha uma oportunidade de negócios”, conta.

Expansão

Nesta época, o jovem empreendedor tinha cerca de 20 anos de idade. Começou a utilizar seu quarto para trabalhar. Logo toda a casa da família se transformou: área de serviço, edícula, garagem, foram todas ocupadas.

Ronaldo percebeu que era a hora de alugar um imóvel. “Aluguei uma casa, outra casa, um depósito, depois construí nossa sede e então o segundo prédio. Esta foi a nossa trajetória de expansão. Até 10 anos de trabalho eu não tinha sede própria”, conta. 

Com uma estrutura mais profissional, com área para depósito e layout de fábrica, a empresa começou a importar multimarcas, com uma gama variada de produtos. Em certa ocasião, a gestão optou por trabalhar uma marca americana com exclusividade, o que durou 18 anos. “Licenciamos dois produtos da marca americana exclusiva, começamos a fabricar no Brasil em 1999. Já foi o carro chefe da empresa”, relembra o executivo.

Hoje, a Performance Science Nutrition fabrica 200 SKUs, ou stock units, ou seja, cerca de 200 itens diferentes, entre categorias e sabores, ou seja, um grande número de produtos próprios.

“Abandonar a marca americana foi um grande passo. Nossa marca sempre esteve presente atrás do rótulo, mas quando ela foi para a frente do rótulo, foi um grande desafio tanto como indústria como para nosso marketing, para colocar no mercado, à venda nas lojas. Desenvolvemos todos os produtos por nós mesmos. Eu conhecia os produtos importados e as fórmulas, mas fizemos os nossos completamente diferente e isso foi um processo muito árduo”, conta Ronaldo.

Qualidade como diferencial competitivo

A marca registrada da Performance Science Nutrition sempre foi o compromisso com a qualidade. Por isso, a empresa sempre esteve focada em desenvolver fornecedores locais, algo fundamental para o sucesso do produto final.

“Quando começamos, desenvolvemos até o fornecedor de pote, tampa, lacre para se ter uma ideia. Fizemos 15 ferramentas para injeção de plástico. Depois veio o boom, mas somos proprietários de mais de 20 moldes de plástico. Hoje já tem outros modelos, outros fabricantes, nem utilizamos mais aqueles, mas na época foi um grande pioneirismo”, afirma Ronaldo.

Para ele, a maioria das marcas de suplementos acabou focando mais em preço que em qualidade. “Na revolução de business no Brasil, todo mundo falava que para ser competitivo, você precisava ter preço e qualidade.  Um Whey Protein, principal produto da nossa área, entre o mais caro e o mais barato, você vai encontrar diferença de 100%. A população ainda não sabe a diferença entre um whey que faz bem para a saúde. O que a gente faz é somente utilizar as melhores matérias primas, próprias para o mercado de nutrição esportiva”

Para se ter uma ideia do que Ronaldo quer dizer, existe no mercado alimentício, por exemplo, o whey que pode chamar de soro do leite, por exemplo, utilizado em achocolatado, uma outra aplicação na indústria. Um whey de qualidade, para manutenção da saúde e nutrição esportiva em uso diário, precisa estar livre de colesterol, de lactose, de gordura, de tudo, e com uma concentração mínima de 80% para cima.

“Muitas pessoas compram o mais barato e acham que está tomando whey, mas estão apenas tomando soro, sem benefício nenhum para a saúde, muito pelo contrário. Esse é nosso diferencial, o “Science Nutrition” que não existe no nosso nome à toa, a gente segue ao pé da letra. Tem muita tecnologia e inovação que foram desenvolvidos pela Performance. Nossos produtos são melhores que os importados, isso eu assino embaixo”.

Para ele, a informação mal trabalhada sobre a qualidade dos produtos pode colocar o consumidor em risco. “Nós sempre levamos informação aos nutricionistas e somos pioneiros nisso. O que está acontecendo agora é que outras começaram a fazer uma concorrência sem ética. Começaram a corromper os profissionais para indicarem seus produtos e isso nós não fazemos, pois pode ser muito perigoso.”

Desenvolvimento do produto

E você faz ideia de como se consegue chegar a um alto nível de qualidade? Para o fundador da Performance, o que mais leva tempo é selecionar as matérias-primas. “É isso o que demorar mais para você ter mais qualidade do produto. Nosso Soy, por exemplo, levamos um tempão, mas quando ficou pronto, ficou perfeito. Um vinho mais caro tem um processo de envelhecimento e filtragem melhor do que de um vinho mais barato”.

Assim, a primeira etapa envolve a seleção dos fornecedores, normalmente importados. Depois, a equipe da Performance inicia a aplicação da matéria-prima para ver se existe reação, se elas combinam, e por fim, aplicam-se os aromas. “É um processo empírico e tem ainda o adoçante se for o caso de uma proteína. No comprimido, é mais empírico ainda, porque você precisa ir testando diversas aglomerações. Através da degustação, vamos refinando o produto”.

Exportação

Desenvolver o mercado fora do País é sem dúvida um dos maiores desafios da empresa. Hoje, a Performance já exporta para Estados Unidos, inclusive com filial lá, para alguns países da América do Sul e em breve iniciará o comércio com o Reino Unido. “Nos EUA, o americano quer você lá, ao lado dele, como um parceiro, quer ver você expandindo seus negócios no país. A receptividade do nosso produto foi muito boa”.

Amor pelo esporte

A paixão pelo esporte sempre esteve no DNA da Performance Science Nutrition. Tanto que, ao longo dos anos, atletas das mais diversas modalidades já contaram com o apoio da empresa, uma vez que a nutrição esportiva é um ponto importante para definir um campeão.

E o CEO da Performance também é um apaixonado por esportes. Praticante de diversas modalidades ao longo dos anos, agora investe no Levantamento Olímpico Master e participa de competição internacional em dezembro. “Os nossos atletas adoram os produtos da performance, porque dão resultado. A receptividade é excelente e eu sei porque utilizo também para melhorar meu desempenho”, finaliza.